TERRA DE OLIVEIRAS

O concelho de Mirandela, formado por 30 freguesias, 102 aldeias, bem no coração de Trás-os-Montes e Alto Douro, encontra-se a meio caminho entre Vila Real e Bragança. Também se pode afirmar que é o centro da Terra Quente Transmontana, marcado por dois vales depressionários por onde correm os rios Tuela e Rabaçal que se juntam a Norte da cidade passando a formar o rio Tua que vai desaguar ao Douro.
Estes povoados mirandelenses oferecem um variado e rico património natural, paisagístico, cultural e artístico, fruto de séculos de história – como o provam os monumentos megalíticos, castros e numerosas ruínas de fortificações da Idade do Ferro erguidas ao longo dos vales ou o surgimento, na Idade Moderna, do senhorio da Casa dos Távoras e do Solar da família Pinto Cardoso (Condes de Vinhais).
A história de Mirandela fica marcada quando a 25 de Maio de 1250, através do foral dado por El-Rei D. Afonso III é criado o Concelho de Mirandela; poucos anos depois, por Carta de transferências passada por El-Rei D. Dinis, em 2 de Setembro de 1282, a vila é transferida do lugar denominado por “Castelo Velho” para o Cabeço de S. Miguel (local onde hoje está situado o seu Centro Histórico), adquirindo um posicionamento estratégico sobre a passagem do rio. Em 1884 o concelho de Mirandela passa a ter as delimitações geográficas atuais.


Mas o seu orgulho, o seu principal recurso, além da alheira e das suas gentes, é a oliveira e o seu azeite. Vale a pena, então, partir à descoberta desta vaidade mirandelense. Assim…
Do meio da “Ponte Velha”, com os seus vinte arcos todos desiguais, nota-se logo que Mirandela é um dom do rio Tua e que a cidade abraça o rio e daí tira a beleza e o encanto.
Olhar de frente para o Palácio dos Távoras, edifício ao gosto da época – séc. XVII – e passear pelos jardins do Parque do Império para ver uma das mais belas obras da arquitetura moderna, do início da segunda metade do séc. XX, a sede do Sport Clube de Mirandela, é o preparo mais adequado para o encontro com os olivais do passado por Terras de Ledra.
Depois deste passeio, de mero apetite à natureza, pelos jardins onde a oliveira está sempre presente, isolada ou de parceria com outras árvores, com roseiras agarradas ao tronco ou em pequenas manchas, siga pelo Largo do Toural e vagueie pelos bairros de S. Miguel e de Santa Luzia onde as ruelas de desníveis acentuados e a sequência de escadinhas mostram ainda uma boa parte do casco antigo da cidade. O Arco medieval – a Porta de S. António, voltada ao rio, dava serventia a quem tinha que o atravessar, utilizando a barca de passagem – é o que resta das antigas muralhas.
O Palácio dos Condes de Vinhais situado em frente ao antigo edifício dos Paços do Concelho, o antigo Hospital da Misericórdia e a Igreja anexa formam também uma praça bem desenhada, com a beleza da arquitetura senhorial transmontana. Bem perto fica outra das belas construções do princípio do séc. XX – o edifício que sempre albergou a Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses, verdadeira expressão da cultura popular.
Não deixe de visitar o mercado municipal onde se “misturam” verduras com frutas, queijos, aves de capoeira, pães, bacalhau, uvas, azeitonas em forma de alcaparras, compotas e marmeladas, assim com um sem-fim de outros alimentos. Mas, não só de pão e verduras se enche o mercado. Outras lojas oferecem produtos diversos, por exemplo artesanato em estado puro: tambores, navalhas, candeias de latão, piões, peneiras, entre outros.

PERCURSOS TERRA OLEA

PERCURSO I – Por Terras de Ledra até ao Quadraçal

Neste percurso, a saída da cidade faz-se pela Avenida das Comunidades Europeias, marcada por uma extensa sebe de oliveiras até à rotunda da Nora.
Ao tomar a EN 315, rumo a Carvalhais, repare, à esquerda, num conjunto de oliveiras centenárias. Nesta aldeia que produz a melhor hortaliça que abastece o mercado da cidade, logo à sua entrada, dirija-se para Vale Pereiro pelo CM 1081 e continue a presenciar mais uma interessante mancha olivícola também de origens centenárias. Continue e pode observar que a ladear pela esquerda, antes de Vale Pereiro, encontra alguns dos mais antigos exemplares da presença olivícola na região. Provavelmente, muitas dessas árvores “do olival comprido” ainda são daquelas que restam das plantações efetuadas nos séculos XVI/XVIII.
Passe este pequeno povoado rural e entre num caminho de terra batida, rumo a Mascarenhas. No trajeto vai ainda encontrar mais alguns exemplares históricos, quer deste período agrícola quer de períodos posteriores. Ao chegar a Valbom dos Figos, já na EN 206-1, na direção de Mascarenhas, passa agora a dispor de uma das mais belas paisagens olivícolas da região. Não faltam olivais do passado nem oliveiras memoriais. Não faltam novos olivais nem riqueza varietal; nem tordos azeitoneiros, no tempo deles.
Naturalmente, quer em Valbom dos Figos quer em Mascarenhas é ainda possível sentir a presença de algumas casas agrícolas brasonadas, responsáveis por muitas das plantações efetuadas ao longo dos séculos. Foram, são e serão, essencialmente, terras de olivais…


O roteiro continua, não sem antes visitar a Igreja Matriz e o povoado romanizado da fragua do Penelo em Mascarenhas, pela EM 560, passando por Paradela, e EM 561 até Alvites (com origens reportadas entre o séc. X e o séc. XIII) onde a massa imponente dos Solares dos Botelhos e dos Barbosas (do séc. XVIII) ressalta no casario da aldeia. Mais uma vez a mancha olivícola compõe a paisagem e alguns dos exemplares arbóreos são, de certeza, da época de construção destes solares e do estabelecimento das respetivas famílias.
Se em alternativa tomar o CM 1074, vai dar com os olivais que dão a qualidade ao azeite “Terra Olea” da Casa Agrícola de Lamas de Cavalo.
É de seguir agora pelo CM 1075 até Vale de Lagoa, tomar o CM 1087 para a Assureira e um pouco mais à frente, já depois do Vimieiro, virando na indicação de Cortiços, entrar num pequeno caminho (alcatroado) rumo à aldeia do Romeu – a “aldeia das rosas”. Nesta última parte do trajeto, de monumentais sobreiros, pode continuar a espreitar oliveiras e olivais dos séculos XVIII/XIX/início do séc. XX. E ao chegar junto à Igreja Matriz, sinta a frescura daquela «mata» olivícola que se anicha no sopé deste templo religioso.
Se estiver na hora de satisfazer os apetites, nutritivos e gastronómicos, tem logo ali ao lado o Restaurante Maria Rita para o regalo de umas sopas secas ou umas feijocas à transmontana, caso contrário dê uma mirada ao Museu de Curiosidades. Oliveiras e olivais do passado continuam a rodear esta pequena aldeia «melhorada» pela generosidade do Comendador Clemente Meneres.
Antes de entrar na EN 15 faça uma volta pelo Santuário de Nossa Senhora de Jerusalém e pare lá no alto para admirar outra das mais belas paisagens olivícolas, que fornecem a azeitona para o azeite do “Romeu” guardiãs do casario da aldeia de Vale de Couço, assim como da parte altaneira do Quadraçal.
Já na cidade de Mirandela, inspire-se no Museu da Oliveira e do Azeite e seguidamente, numa das esplanadas à beira rio, encontrará o descanso merecido para quem procura milagres perfeitos; e faça-o degustando os prazeres que vieram e ficaram dessas Terras de Ledra.

PERCURSO II – Entre Tuela e Rabaçal

Atualmente, na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a olivicultura pratica-se principalmente nas áreas agrícolas da Terra Quente Transmontana e Vale do Douro Superior, constituindo a principal mancha oleícola do país. E Mirandela, desde sempre e cada vez mais, centraliza e merece as maiores honras de tão ilustre cultura.
As variedades que povoam os seus olivais, principalmente os deste território, são: Madural, Verdeal Transmona, Cobrançosa, Cordovil, Rendondal, Bicais e outras… É, sem dúvida, um pautado de recursos genéticos cuidadosamente preservado e acarinhado.
Agora, a partir da rotunda das Comunidades Europeias, em direção ao Parque de Campismo da “Maravilha” e à aldeia de Chelas, onde a Quinta de Entre Rios oferece um magnífico espaço envolvente, de repouso e lazer, anote a presença de mais alguns exemplares plenos de história. Embora de forma dispersa, estas memórias vivas estão presentes em todo este trajeto até à entrada na EN 315, logo a seguir à ponte da Formigosa sobre o rio Tuela.

De Vale Juncal a Abambres temos um excelente mostruário de toda a riqueza genética olivícola.
Em Abambres, a Igreja de S. Tomé é notável e merecedora de uma visita demorada. Esta obra do séc. XIII é um exemplar digno da arquitetura românica transmontana, de uma só nave e capela quadrangular. No exterior, o cuidado posto no tratamento dado ao granito nos alçados laterais e na cornija decorada com modilhões pelos mestres canteiros medievais alia-se com a elegante fachada principal terminada em alta empena truncada por sineira de dupla ventana. O seu interior, no séc. XVI, foi decorado com pinturas murais a fresco representando cenas da Paixão e, mais tarde, em plena época barroca, a talha policroma invade o altar-mor com sacrário e trono de grande aparato entre colunas salomónicas, prolongando-se até ao intradorso do arco triunfal revestido com caixotões de talha dourada.
Depois desta visita, continue na direção de Vale Gouvinhas, pela EM 558, e um pouco antes de Vale de Martinho, pare e admire todo o horizonte olivícola – de Valongo das Meadas, Cabanelas, Vale Salgueiro até ao termo de Vale Telhas. É um oceano de oliveiras!

Já mais à frente, em plenas regadas, volta a reencontrar a história olivícola em mais alguns exemplares dos séculos XVII/XVIII. E para refrescar o passeio e recrear-se com a presença desses seres subaquáticos – barbos, escalos e bogas – vale bem a pena dar um pulinho ao açude da aldeia de Quintas.
Retome a estrada para Vale de Gouvinhas, contornando a sua Igreja Matriz e o Edifício da Junta de Freguesia; depois de Valbom Petiz, e já novamente na EN 315, no denominado cruzamento da Bouça, siga pela EN 206 até à Ferradosa e, logo a baixo, entre no acesso – EM 534 – que dá para a aldeia da Fradizela. São aldeias simples, oleícolas do séc. XIX, tipicamente representativas da ruralidade da Terra Quente Transmontana.
Quando regressar à EN 315, à entrada da Bouça, justifica-se uma visita à “estátua menir”, símbolo fálico da fecundidade que indica a ocupação antiquíssima da região por povos pré-históricos, à Igreja Matriz e à Casa dos Viscondes da Bouça.
No regresso a Mirandela, sempre ao longo de uma paisagem olivícola, não deixe de visitar em Vale de Telhas – um dos centros arqueológicos mais fecundos da região transmontana – a sua Igreja Matriz, a capela de S. Sebastião e o Pelourinho, ambos, provavelmente, do séc. XVI, a fonte e o miliário romano proveniente da via XVII que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta, e algumas casas ainda com vestígios romanos. Por isso, não é de admirar que no seu termo se possam encontrar dignos exemplares da nossa memória olivícola.
Depois de Vale de Salgueiro (se passar por lá no tempo da apanha da azeitona, no Largo do Cruzeiro, durante a Festa dos Reis, não deixe de acompanhar a tradicional dança da murinheira enquanto o “rei” vai distribuindo vinho e tremoços aos presentes), Cabanelas e Valongo das Meadas, o consolo gastronómico, naturalmente azeitado, é aconselhável num Restaurante Terra Olea. Que assim seja!

PERCURSO III – Ares da Serra

Mirandela é, sem dúvida, terra de oliveiras, azeites e azeitonas. A memória passada e essa «guerreira do tempo» assim o dizem. Naturalmente, Mirandela é Terra Olea.
Nos tempos de hoje, em que se revive o passado das glórias paisanas, em que se acredita nas memórias fartas de sapiência e simplicidade, Mirandela também tem honrado a altiva personalidade da oliveira, prometendo-lhe o descanso aos varejos do homem, e anunciando-nos, a nós, uma promessa de regalos paisagísticos dignos dos deuses. Para o atestar, basta apenas vaguear pela acalmia das ruas ou dos traçados sinuosos da paisagem urbana mirandelense, e o contento será todo nosso. Naturalmente. Basta bem ver como a oliveira contrasta com o perfil esguio dos ciprestes, os vermelhos das rosas aconchegadas àqueles troncos envelhecidos… como complementa divinamente o alento dos relvados planométricos ou de tantas tonalidades que se perdem nos jogos de cores que deleitam os olhares ciumentos de quem usufrui espaços presenciados por árvores celestiais. Até as peças fatigadas, pela labuta invernal de transformar azeitonas em ouro virgem, resplandecem com ideias simbólicas e abstratas em jardins de rua romanceados para o futuro. Por exemplo: os lagares do Bairro das Heras, a rotunda da antiga Sapec, da Praça do Mercado, da Alameda do Rio Tua ou do Jardim das Oliveiras… Basta vir a Mirandela!
Aqui, a oliveira jardineira é a mesma das encostas ladeirentas – arrogante como luta contra o vento, a chuva e o sol escaldante, sem protestar; serena e solidária, porque a frescura dos seus ramos continua a reconfortar prantos, esforços do dia-a-dia ou chamas do coração para acalmar; simples, nas muitas possibilidades de enquadramento e convivência com outras espécies; paciente, porque nem ao podador nega a sua sombra…


Então, desta vez, a partida poderá ser do Centro Cultural Municipal (Auditório/Biblioteca e Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes) onde nos seus jardins se encontram as primeiras oliveiras (transplantadas) que ajardinaram a cidade. No término da Av. 25 de Abril, já na EN 15, o destino é para S. Salvador pela EM 578. Logo à entrada da aldeia e no caminho até à saída da Freixeda – aldeia mineira – olivais de hoje e de outrora são presenças constantes. Algumas, únicas e de referências associadas ao início da olivicultura regional.
No fim desta estrada municipal, ao começar a respirar o ar fresco da Serra de Bornes e os calores da Vilariça, tome a EN 102 e tente encontrar a Anta ou Orca de Caravelas – este monumento faz parte da civilização megalítica que se espalhou na Europa Ocidental no séc. III a. C. e está ligado a rituais fúnebres. Afastada da povoação, escondida por arbustos, sobranceira à ribeira da Figueira Brava e ribeiro do Vale do Covo, é uma magnífica construção de cinco lajes verticais ajustando-se entre si servem de esteios delimitando uma câmara aberta.
Regresse à EN 102, até ao cruzamento de Bornes e tome a indicação de Mirandela pela EN 315. Na descida para Vale de Asnes onde a paisagem é soberba, admirável e grandiosa, ou seja, é o local ideal para sentir os ares da montanha fria, de floresta e lameiros de encosta, para o cálido da paisagem mediterrânica – olivícola, novamente, por excelência. O casario da aldeia é de uma simpatia harmoniosa, integrando bem a Igreja Matriz, as capelas, cruzeiro, pelourinho e a antiga casa cadeia.
Mais adiante ficam Cedaínhos, Cedães (nomes de origem intrigante), onde tem património cultural e edificado suficientemente interessante para visitar… e Vale Madeiro, já nas costas da cidade. Pelo caminho são olivais, olivais de plantação recente nos cabeços e encostas ou centenários nas olgas e regadas, oliveiras isoladas, em pequenos grupos nas linhas de água de meia-encosta, velhas e novas… até ao aproximar da cidade, junto ao lugar do Mourel.
Está na altura de recompor o corpo para que a alma se sinta bem nele, para isso dirija-se a um Restaurante Terra Olea e diga que vai da nossa parte.

PERCURSO IV – Olivais até ao Tua

Pese embora os primeiros vestígios da presença da oliveira, Olea europaea L., no que é hoje o território português, incluindo na Terra Quente Transmontana, datarem da Idade do Bronze (II milénio a.C.), foi efetivamente no período quinhentista – a época dos humanistas, do rodopio da expansão económica ocidental, das fés mercantilistas e do canto camoniano ao heroísmo coletivo do povo português, que se verificou a generalização do cultivo da oliveira e da extração do azeite a todo o país de características climáticas favoráveis para a cultura. Agora, com uma vocação vincadamente económica, já a sobrepor-se ao destino do mero auto-consumo doméstico ou religioso.
Mirandela é também, pela sua história olivícola e pelas obrigações à consciência própria da sua gente, um imenso conjunto de “ilhas e ilhéus de oliveiras” – das Aguieiras a Abreiro ou da Torre Dona Chama a Frechas, do Rabaçal e do Tuela ao Tua… Por isso, para este percurso, a partida faz-se da Alameda do Rio Tua, Av. Nossa Senhora do Amparo até ao Jardim da Praceta Eng.º Adelino Amaro da Costa (Jardim das Oliveiras), antes de entrar na EN 15, em direção ao IP 4. Quer logo à saída quer no jardim da praceta junto ao hospital, a cidade recorda o labor da prensagem azeitoneira com duas peças da nossa história lagareira.
O primeiro destino é a aldeia de S. Pedro Vale do Conde, via EN 15-4, onde oliveiras de agora e de um passado indeciso dão azeitona para um dos melhores azeites da região, da Quinta Vale do Conde. A aldeia até parece sufocar de tantas e tantas oliveiras…

Rumo ao rio Tua, logo a seguir a Valverde da Gestosa, a paisagem ora é despida e agreste ora é matizada de olivais e oliveiras que bem se aconchegam até às margens do rio. Basta parar de vez em quando e espreitar os melhores pedaços de terra, são logo bandos de oliveiras… Daqui, pelo CM 1093, até Barcel e Longra, onde pode visitar a Igreja Matriz, casas brasonadas, a Anta dos Trochos, a Fraga do Diabo… é uma fartura de história olivícola. Senão, atreva-se a subir pelo estradão (CM 1091) que vai dar ao Carvalhal, pare bem no alto e confirme como o vale e as encostas são de um verde oliva.
Já nos Avidagos, pela EM 582 e depois pela EM 581, sempre com a paz dessas guerreiras do tempo, descanse junto ao Pelourinho de Lamas de Orelhão – símbolo do poder municipal de que foi sede – e peça para lhe contarem a lenda do mouro Rei de Orelhão, o tal que perseguiu os irmãos-pastores Comba e Leonardo. Vá até à aldeia dos Passos e, porque não, subir ao “Buraco da Pala” onde se encontram vestígios que datam do II milénio a. C. e grutas com algumas pinturas rupestres. Para isso, terá que trepar por um estradão florestal; mas vale a pena, porque, a meia encosta, a paisagem merece ser contemplada – dos campos de Sucçães, terra do Capitão Sarmento Pimentel, aos olivais de S. Pedro de Vale do Conde, Rego de Vide e Cobro, até ao serpenteado do rio Tua.
Todavia, a Serra dos Passos justifica só por si uma, duas, três… visitas para que os muitos segredos que ela guarda sejam partilhados por todos.
O regresso ao ponto de partida prevê uma vez mais uma paragem num Restaurante Terra Olea. Demande de entrada, a nosso conselho, uma “Alheira de Mirandela” com uma grelada bem azeitada.
Durante todo o ano o visitante que chega a esta TERRA OLEA poderá visitar lagares de azeite que incorporam diferentes engenhos para a transformação das azeitonas. Desde os tradicionais lagares de pedra e prensas hidráulicas, ainda utilizados e expostos na Casa Menéres – Romeu, até aos modernos lagares com máquinas centrífugas para a extração desse magnífico sumo de azeitona o visitante poderá conhecer vários lagares, bastando para tal orientar-se pelos mapas dos percursos e fazer uma marcação prévia.
É imprescindível ao visitante, que quer conhecer Os Lugares do Azeite Transmontano, percorrer o Museu da Oliveira e do Azeite que é o culminar de uma estratégia económica e turística que, tendo por base o azeite e a oliveira, pretende ser o meio de excelência de promoção e divulgação de Mirandela e de toda a região.

www.cm-mirandela.pt